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Axé Ayra Kinibá Uma casa de Tradição Afro Brasileira
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ALGUMAS REGRAS QUE FAZEM A DIFERENÇA EM CASA DE ASÈ

 

 

Abyan Asè

 

É toda a pessoa que já “tomou” OBI ou BORI. Sua responsabilidade no ilé é bem restrita como segue:

- Vir ao Ilé no dia de seu ORISA para lhe pedir benção (bater cabeça) e do Orisa do zelador do seu Orisa.

- Pode e deve ajudar em todo serviço doméstico do Ilé (limpar arrumar, cozinhar e etc.).

- Em dias de OBRIGAÇÃO limitar se ao Ilê Axé para auxiliar na limpeza das aves e tudo o que for solicitado pelo responsável no sentido do bom andamento do serviço.

- Falar pouco, ficar atento, sempre que necessário e que preciso. (é neste período que se pondera todos os prós e contras e se decide se esta apto para a religião e adaptação quanto a doutrina e hierarquia da casa).

- Comparecer aos ensaios e reuniões.

- Vir sempre ao Ilé com roupas brancas ou na falta destas com a mais clara que tiver se mulher de vestido ou saia, homem de calças compridas, nunca de bermuda, grandes decotes, saia curta etc. O correto é roupa de “ração”.

- Contribuir mensalmente para a manutenção do ilê.

- Não sentar à mesma altura do mais “velho”, ou seja, até que tenha completado sua obrigação de 07 (sete) anos depois de “iniciado” sentar na esteira (ENI), e  não sentar na mesma ENI com um IYAWO.

- Quando for pedir a benção, faça-o de JUNKÓ (joelhos) e ORI (cabeça) baixo. Não se deve olhar nos “OLHOS” dos mais velhos, principalmente do seu ZELADOR, (de cabeça levantada).

- Nas refeições comunitárias, faça-a no Ilé Ase (cozinha) ou na eni no barracão.

- Não pedir cigarros, fogo, pimenta ao seu mais velho, e quando um “deles” pedir coloque em algum lugar (cadeira, mesa etc.) principalmente bebida alcoólica.

- Procure sempre ficar “agrupado” com as pessoas na mesma condição que a sua (ABYAN).

- Todas estas restrições servem para manter a hierarquia e em conseqüência a ordem da comunidade, lugar onde quem tudo pode será sempre o Orisa, porém o respeito e a palavra final serão do ZELADOR porque ele é o imediato e representante direto do ORISA que é o dono da casa.

- A cada passo dado, obrigação cumprida, maior será sua responsabilidade para com o ORISA, o seu representante e a comunidade em geral.

- Estas normas de conduta têm por finalidade manter a organização que os nossos antepassados fundadores do ASÈ mantiveram desde a áfrica para garantir a sobrevivência de nossa religião até os dias atuais.


YAWO OU ADOSÚ

 

-È a pessoa que já passou pelo processo de iniciação.

-Ele é Yawo até que complete os 07 (sete) anos de iniciado, desde que tenha cumprido todas as obrigações (01,03 e 07 anos), independente de ter recebido algum “cargo” neste período.

-Toda casa quando “nova” necessita entregar cargos as pessoas que o Orisa escolhe sem esperar os 07 anos, quando não dispõe de pessoas mais velhas para  exercer as tarefas cabíveis. O que não isenta o IYAWO de sua condição até completar seu tempo.

-Sua responsabilidade já começa dentro do “quarto” de santo, quando além de cumprir toda a orientação dada ao abyan, ele passa ter acesso maior dentro do Ilé.

- O primeiro passo importante é a demonstração de capacidade em guardar “segredo”. Se o iyawo não é capaz de manter no asè o que acontece no mesmo, como poderá fazer-lo no que diz respeito dentro do Ilé do Orisa, dos oros que fundamentam nossa religião?

- Se não houvesse necessidade do silêncio e cumplicidade do filho nas obrigações de Santo, estas seriam realizadas no ar livre perante toda comunidade sem distinção.

-Então tudo o que acontece dentro do ilé fica no mesmo entre as pessoas que vivenciaram a situação; seja em reuniões sociais ou obrigações.

-Nos dias de seu Orisa, do Orisa de seu zelador e sexta-feira dia de Osala não deverá ingerir bebidas alcoólicas, fazer sexo, ir para baladas etc. e estar vestido de branco é imprecindível, deverá comparecer no Ilé para tomar a benção dos Orisas e do seu zelador, isto deverá ser feito sempre em companhia de um mais velho.

- O tempo que permanecer no Ilé, esteja vestido adequadamente, sempre de calçolu, saia de ração, blusa ou zingue, pano de ori,  fios de conta,mokan e etc, chinelo de dedo ( nunca de salto, maquiagem) se for de Orisa boró (homem) ficar sem brincos, (caso seu Orisa chegue, evitará possíveis problemas).

- Quando for homem, calçolu, camisu, chinelo de dedo e  pano de ori, e seus fios de conta, mokan e etc , nos dois casos pano da costa.

Em todos os casos mesmo que estiver vindo de trabalho, procure estar sempre prevenido com sua roupa de ração para onde for nunca se sabe quando seremos necessários no asè e se teremos tempo para buscar a roupa em casa.

- Nas 6ª feiras em respeito a Osala é recomendado não comer carne vermelha, comer feijão preto, beber café preto e  recomenda-se dormir na eni em vez da cama.

- Nunca “discutir”, responder seus mais velhos, quando for repreendido em alguma atitude, procure receber de ori baixo e tome  a benção de seu mais velho ( tenha isso como orientação e não humilhação)

- Só permanecer junto aos mais velhos quando for solicitado e após atender a solicitação retorne ao lugar de origem.

- Quando passar entre dois ou mais egbón ( mais velho), faça de ori e corpo abaixado, pedindo yago ( licença).

- Nunca fume na frente de seu zelador e evite fazê-lo junto aos mais velhos.

- Procure ficar agrupado com os filhos de Orisa na mesma condição que a sua (iyawo).

- Em reuniões e almoços, cafés, jantas comunitárias, faça sentado em  sua eni ou otitá ( quando para ajeun faça-o em local afastado dos mais velhos,  no caso de reuniões procure ficar de frente a cadeira do zelador).                     O mesmo procedimento quando um mais velho for orientá-lo ou conversar, ele na cadeira o iyawo na eni ou otitá.

- Não gritar, assoviar, bater palmas (em vão), arrastar chinelo, dentro do Ilé, amolar abè (faca) dentro de casa, faça-o sempre no lado de fora do portão levando um recipiente com água para lavar o abè depois de amolar antes de entrar novamente no ilé.

- Nos dias de ensaios e principalmente de candomblé não sair da roda ou ausentar-se do salão sem permissão do “zelador” ou iyakekere, nos candomblé pedir ao mais velho que esteja à frente da roda, e só o faça em caso de extrema necessidade, aguarde sempre os intervalos.                                 A responsabilidade de fazer candomblé sempre será nossa e não dos visitantes.

- Nos dias de obrigação fazer as tarefas solicitadas, sem conversas e tumultos principalmente no Ilé Asè ( cozinha).

- Caso tenha dúvidas no que foi solicitado, pergunte, esclareça antes de executar.

- Toda a iniciativa para melhorar a casa é bem vinda, mas não faça nada diferente do que é feito sem autorização prévia.

- Procure estar presente sempre que possível nas obrigações e  festa no Ilé, é praticando que  se aprende. Não adianta envelhecer sem sabedoria, conhecimento dentro do Ilé é tudo ( no tempo certo para cada aprendizado).

- Estar com a roupa sempre impecável, branca, bem passada, você é o cartão de visitas do Ilé. Seu comportamento é observado por todos  e isso é válido até fora do limite do asè, nós somos a extensão do ilé.

- Nos dias de candomblé procure chegar ao mínimo 02 horas antes, caso não seja possível dormir de véspera no Ilé.

- No final de cada reunião, candomblé  e obrigação, é de responsabilidade de todos o asseio, limpeza do Ilé.

 - É inconveniente deixar esta tarefa sempre para o mesmo “grupo”(limpeza após festividades).

- Tratar sempre qualquer visitante com simpatia e educação, explicando com paciência os limites do Ilé que lhe são permitidos, principalmente os de religião (não importando o grau de sua iniciação/abian, iyawo), respeitar o próximo é o principio de toda sociedade que se dispõe ser filantrópica.

- Quando um mais velho solicitar algo (café, água, faca, copo etc) entregue abaixado (agachado) e ori baixo.

- Quando for apresentado à uma pessoa que seja um mais velho, tome a benção da forma devida.

- Só “trocamos a benção” de pé com pessoas em igual condição hierárquica, ou seja, ABIYAN x ABIYAN, IYAWO x IYAWO, EGBOMI do mesmo período de iniciação CARGO x CARGO etc.

- Se tratando do zelador e iyakekere o correto é adobale  o mesmo para padrinhos ou madrinhas de orunkò, aos demais ( mais velho) com leve curvatura do corpo.

- Uma casa sem respeito à hierarquia tende virar anarquia.

- Até mesmo em reuniões  sociais de outra natureza ( aniversário, casamento etc) não devemos esquecer de quem somos e qual é o nosso lugar, tendo a descontração necessária para a brincadeira ser boa sem exceder os limites.

- Falar  mal de sua família de asé é o mesmo que falar de seu próprio Orisa que escolheu a mesma para você fazer parte .

- Procure manter suas obrigações para com seu Orisa em dia (01, 03, 07, 14,21 anos) e estar preparado (a) para cada uma delas

- Tenha orgulho de sua condição de iyawo, porque nem todos têm o privilégio de poder se preparar melhor para receber uma energia pura e linda que é o nosso Orisa.

- O iyawo de hoje será o egbon de amanhã. Bom filho, com certeza será bom pai (Mãe).

- “A maneira correta de o iyawo vestir-se em dia de candomblé, será quando mulher, de Orisa feminino, duas anáguas de goma compridas e uma quebra goma, uma anágua de goma ‘ fina”, saia (tecido simples), zinque ou blusa ( comprida por dentro da saia), calçolu, pano da costa (grande), pano de ori ( com duas abas pequenas), poderá usar brincos, pulseiras,esmalte e anéis desde que discretos.

_ o tecido deverá ser simples e enfeitado no acabamento ( bainha) com renda, chinelo ou rasteira , tudo branco, todas as paramentas ( fios de conta, mokan), não é de bom tom  Iyawo usar maquiagem, as mulheres de santo boró, 2 anáguas de goma ,  1 anágua de goma fina, um quebra goma, calçolu, pano da costa (grande), zinque ( por dentro da saia) pano de ori ( com uma aba pequena), o mesmo sobre tecido e acabamentos, não usar brincos, pulseiras, anéis, maquiagem, calçar chinelos ou rasteira branca.

- O  comprimento das anáguas e saia serão um pouco mais curto. Os homens vestirão camisu, calçolu, pano de ori, chinelo e pano da costa colocado como banda. Colocando todas as paramentas que cabe ao Iyawo.

- O pano de ori deve ser colocado  de forma que não apareça o cabelo, mesmo se usar trança africana.

- “Quando tocar para o  Ogun aguardar a seqüência de hierarquia e tempo de santo para dar “adobalé” na porta, ariasè, atabaque, zelador de santo iyakekere,  cumprimento geral na roda e “ comunidade “ estendo as mãos e inclinando o corpo ( leve abaixar do corpo), o mesmo se procede quando tocar para seu Orisa.

- Ao tocar para o Orisa do zelador na seqüência da hierarquia  faça a mesma seqüência do Ogun( dobalé), o mesmo quando tocar para o orixá da iyakekere.Isso após eles terminarem de cumprimentar o asè.

- Os que são iniciados em barco, façam as seqüências dos cumprimentos juntos.

- O direito de sentar-se em cadeiras é reservado aos mais velhos, os iyawos  sempre na eni ou direto no chão ( nas folhas –ewe).

- Nunca vá ao ibaluwe ( banheiro ), fume, beba bebida alcoólicas com fios de conta no pescoço, entregue a um iyawo quando for fazer uma dessas coisas.

- Quando seu zelador for dançar na roda, afaste-se abaixe o ori, fique de junkó (no canto) fazendo espelho. Quando seu zelador de santo levar o ori até o chão faça-o também.


 

Olóyè (Cargos) não Adosu

 

São aquelas pessoas que são iniciadas, porém não levam adosu, ficam menos tempo recolhidos.

Hierarquicamente ficam em igualdade com ogãs e ekedis, e cargos adosu.

Sua responsabilidade é maior que a do iyawo, cada um dentro de sua função é ensinado e cobrado para melhor andamento das tarefas do ilé.

Seu comportamento tem por obrigação ser exemplo, por isso quanto mais aprender será menos cobrado.

Ser presente  dentro do ilé principalmente em dias de obrigação é indispensável.

Sua  responsabilidade para manutenção física ( limpeza, consertos, obras, pinturas decorações  em dias de festa) sempre em conjunto com os demais é importante.

Dentro das casas de Orisa auxilia sempre o zelador e iyakekere.

No salão como dificilmente “vira” com Orisa  ( isto poderá ou não acontecer) auxilia com os Orisas “ em terra” e zelador no que for preciso.

Não abrem “casa” e  não criam iyawos.

Seu comportamento ao entrar no ilé se procede  da mesma forma descrita anteriormente a respeito do  cumprimento aos Orisas e zelador de santo.

O cumprimento aos demais com corpo inclinado e mãos levantadas  em forma de concha para cima em direção a pessoa.

Sua roupa se for homem, camisu, camiseta, abada, alaka, calçolu, torso ou ekete, chinelos “campeiros”, babucha, ou outro calçado, cores estampadas é permitido menos nos dias de seu Orisa e do Orisa do zelador ,recomenda-se também o branco nas 6ª feiras,

Nos dias de candomblé sempre de branco, é permitido também em festa o uso de terno desde que cor branca.

A mulher abada, alaka, saia de ração com blusa ou zinke por baixo, calçolu em todos os casos, chinelos, sandálias, pano da costa, pano de ori, estampados também permitidos com as mesmas ressalvas já descritos (Pano de ori a aba será maior que iyawo)

Nos dias de candomblé vestir baiana completa( camisu, bata , pano da costa, calçolu, anáguas de goma ou de filó , anágua de tecido com goma leve,e saia bem “armada”) abas engomadas,  uso de jóias permitido, maquiagem bem discreta, em dias de candomblé os cargos serão os primeiros a ficar “arrumado” pelo menos duas horas antes, para recepcionar os visitantes, orientar  onde poderão sentar, ser simpáticos, educados, porém observando todo o ilé “ cobrindo “ possíveis falhas durante todo o candomblé.                                                                                                              A orientação quanto contribuição mensal, ase de obrigação, búzios é a mesma do iyawo.

Quanto à permanência em barracão, só deverá sair depois de tudo concluído incluindo a  limpeza, o primeiro a dar exemplo é o cargo, acabou o corte dentro do ilé de Orisa, ou fora, auxiliar no que for preciso, coriar, depenar, cozinhar, lavar, arrumar, tudo em respeito recíproco.

Não é permitido prevalecer do cargo que recebeu para fazer a omissão de tarefas, lembrar que o respeito é mutuo, não basta ser mais velho, saber ser velho é mais importante.

 

Oléye Cargos Adosu

 

São todas as pessoas iniciadas que foram  raspadas, pintadas e adosadas com obrigação de sete anos pagas, podem ou não abrir “casa de santo” sem deixar de exercer seu cargo dentro do ilé que o designou.

Tem as mesmas responsabilidades que o cargo não adosu, com mais a incumbência caso haja necessidade de iniciar outras pessoas.


Ogãs

 

São homens escolhidos por Orisa desde seu nascimento, para atender direto o Orisa que o escolheu.

Não vira com  Orisa, nem espírito.

No tempo determinado é apontado pelo Orisa, que roda com ele o barracão, senta-o na cadeira e lhe faz reverencia (ele passa ter a condição de ogã suspenso). Este ato não lhe dá o direito de participar nos rituais secretos do ilé. (existem determinadas situações em que esta regra é quebrada, por necessidade, sendo o Orisa dono da casa consultado previamente). O que normalmente acontece é aguardar sua confirmação para que após tenha o direito de participar dos rituais.

Sua responsabilidade compara-se com a dos olóyè, quanto a manutenção do ilé ( fisicamente) e (espiritualmente) a ordem etc. Sendo o ogã separado por duas categorias, o asogun e o alabe.

Asogun – é o sacrificador dos animais o responsável pelo corte  ou/e auxiliar do zelador neste ato.

Alabe – responsável pelo toque, instrumento e cânticos.

O ogã alabe zela pelos instrumentos de percurção (ancorando atabaques “dando de comer” descansar etc. ) é conhecedor de todas as cantigas, ritmos, e toques nos três atabaques ( run, Le ,pin ou rupin).

Terá que conhecer a cantiga correta para cada ocasião, Orisa em qualquer nação (keto, jeje, angola etc.) Principalmente a sua, no caso keto.

Pelo fato de permanecer acordado todo o tempo, é necessário o revezamento entre o grupo para tocar cantar, manter a ordem, recepcionar os visitantes, etc.

OBS: todos os ogãs podem e devem conhecer bem as funções das duas categorias para poder exercê-las na ausência do que desempenha a outra função da sua, após confirmação também tomam obrigação de anos (1, 3, 7, 14,21) seu tempo de recolhimento é menor e os procedimentos também são diferentes ao dos iyaos.

Seus trajes poderão ser iguais os oloyes ( menos pano da costa, torso) sendo o camisu, calçolu e ekete o recomendado pela praticidade  e deverão ter consigo sua própria toalha para secar o suor.

Os ogãs são chamados de pai ogã, (o significado do nome ogã é pai do Orisa, é ele quem toca e canta para evocar a energia do Orisa, e o alimenta quando sacrifica os animais, por isso os outros filhos de Orisa devem chamar também de pai.

E o mesmo deverá ter a consideração, carinho, zelo e respeito para com o filho que recebe o Orisa em sua matéria, possibilitando visualizar esta energia manifestada.

Tendo principalmente os mais novos como filhos  procurando ser o  exemplo, porque quem dignifica o cargo é a pessoa que o recebe, respeito é conquistado através de atitudes, e não pelo titulo.

Ogãs não iniciam ninguém nem abrem casa, cargo do nascimento até a morte.


Ekeji  ou  Ajóie

 

São mulheres escolhidas pelo Orisa desde o nascimento para ser sua imediata quando manifestado em terra.

Hierarquicamente estão em igualdade com os demais cargos.

Sua responsabilidade principal é na sala quando o  Orisa chega na terra, independente do Orisa que a escolheu, pois como os ogãs são chamadas de mãe ekeji (ekedi). É ela quem enxuga o suor deles, arrumam os laços de cabeça (quando iyaba), banda e torso/rodilha (quando Boro) dança junto com o Orisa e o acompanha até o momento de ir embora. Troca, veste roupa de gala (sendo dela a responsabilidade das mesmas) tira sapato, relógio, ou óculos etc. do filho; enfim permanece junto do Orisa desde o começo até o fim de quando se manifesta.

As responsabilidades quanto ao ilé de uma forma em geral são iguais aos demais cargos.

Algumas após confirmação (pois a apresentação é como procede com os ogãs) são preparadas e podem também auxiliar dentro de quarto de santo em iniciação de adosu.

Não iniciam ninguém, não abrem casa  igual os ogãs, nascem e morrem com o cargo, independente de obrigação.

Como permanece acordada todo o tempo, observando e mantendo a ordem dentro do barracão, não ausentando-se dele, a ekeji permanece do início ao fim do candomblé em sala.

Suas roupas são iguais as das outras que tem cargo, acrescentando a inseparável toalha que distingue seu cargo.


Zelador de Orisa (pai ou mãe de Santo)

É todo aquele (a) escolhido por Orisa para “fundar” um asè e conduzi-lo, ser responsável pela iniciação de novos adeptos, manipulando o oráculo sagrado(merindilogun/jogo de búzios) para ter conhecimento da vontade dos Orisas e lutar pela preservação do conhecimento transmitido pelos mais velhos, ensinar  e manipular energia em favor das pessoas que confiam nos Orisas e encantados.Enfim são sacerdotes das religiões de origem Afro Brasileira.

Bábàlorisa ou Iyálorisa = sacerdote ou sacerdotisa. É a autoridade máxima dentro da hierarquia, aquele ou aquela que é responsável pela vida religiosa de toda a comunidade. Procede iniciações, sejam de iyawo, ogã ou ekedi; atribui Oye; oficializa todas as obrigações posteriores à iniciação e realiza os ritos funerários quando ocorre o falecimento de qualquer iniciado, especialmente aqueles descendentes da sua própria Família ou iniciados por suas próprias mãos.


Funções especificas de cada cargo

 

Sidagã ( homem) iyadagá( mulher) = responsáveis por  tudo o que diz à respeito de Esu, seja Bara ou catiço ( assentamento, osè, iluminação, alimentação e etc..).

Babalasè (homem) Yalasè ( mulher) = Sua responsabilidade é conhecer assentamentos, e todos os fundamentos do asè, cargo presente em todas as obrigações da casa, auxiliares direto do zelador de Orisa.

Babakekere ( homem) Iyakekere (mulher)= Segunda pessoa do zelador, assumindo todas as funções do zelador na sua ausência,braço direito(apa otun do mesmo).

Iyabase = Responsável pelo ajeun (comida) dos Orisas, e pelo ilé asè (cozinha) principalmente em dias de obrigação e festa no ilé.

Akarijebo= Responsável por levantar os ebòs do ilé, principalmente carrego de oropin.

Baba efun, Iya efun = Responsável pela pintura dos iyaos.

Iya agbe iyawo ou agboná= Responsável pela criação dos iyawos ( ensinar rezas, como se comportar, dançar, cantar, lavar e cuidar das roupas dos mesmos recolhidos, ajeun e etc.).

Baba agba ( homem) , iaba agba ( mulher) = os mais velhos ( ancião) do asè, sua função é de conselheiro (a).

Iya Orisa  – exemplo: iya ogum, iya Iemonja : Responsável por tudo o que se diz à respeito do Orisa, assentamento,osè, manutenção, roupas etc.(quando este tiver casa, esta também é incluída).

Ya petebi – Responsável pelo preparo do asè dos animais sacrificados para Orisa.

 

Considerações gerais:

-Não é recomendado o uso de renda para roupa de ração por motivo do mesmo permitir transparência de roupa íntima, procure usar tecido de algodão.

- Visitando outro asè onde o seu zelador de santo esteja presente a forma correta de cumprimentá-lo sempre será dando dobalè( bater cabeça) não importando seu tempo de santo ou cargo , fazer conforme orientação anterior para todos a respeito de formas de cumprimento.

-O mesmo procede quando tocar para seu Orisa e para o Orisa de seu Zelador.




 

aNGELA.jpgTeresa.jpgIYAOS_DO_AX.jpgCadu.jpgOmilade.jpgBeroko_e_ruth.jpgMe_Docinho.jpgPai_Ibe.jpgEkedji_Luciane.jpgOgan_Patricio_e_JagunTobi.jpgOgans.jpgTalade.jpgOGANSS.jpgDSC00921.JPGPai_Jorge.jpg

Angela / Abian do Asè Kiniba

Tereza/abian do Asè Kiniba

Da esquerda para direita Iyawo OmoLayo,Funa,Dan Rewa,Toby Byy e Oya Mure

Iyawo Toby Lomi

Iyawo Talade

Iyawo Omi Lade

Egbon Beroko  e  Ajoie Jiberemi

Egbon  Kainsolè

Egbon Ya Kare

Ogan Patricio e Ogan Jagun Toby

(da esquerda para direita) Ogan Lababi,Ogan Everton,Ogan Leonel e Ogan Patricio

(da esquerda para direita) Ogan De Layo, Ogan Andre, Ogan Lababi e Ogan Patricio

Pai Jorge Kibanazambi 


Pai Jorge Kibanazambi na caminhada da paz realizada pelo Asè Kiniba

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Ekeji Luciane e Babalorisa Jorge Kibanazambi

Ekedji Oju Omi Lewa

Herdeiro do Asè Aira Kiniba Okalande

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